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Diogo Gomes
Após dobrarem o
cabo Bojador em 1434 os portugueses iniciaram a exploração da costa africana.
Em 1446 os
navegadores Diogo Gomes e Cadamosto, iniciam a exploração dos grandes rios da
Guiné. No mesmo ano Álvaro Fernandes contacta com os Felupes.
Cacheu é a primeira povoação criada pelos portugueses.
Em 1800 a Inglaterra começa a fazer sentir a sua influência na Guiné, iniciando
a sua reivindicação pela tutela da ilha de Bolama, arquipélago dos Bijagós, Buba
e todo o litoral em frente.
É de destacar nesta
época a figura do guineense Honório Barreto, provedor do Cacheu em 1834, o qual
teve uma acção notável à frente do governo da Guiné.
Em 1870, por arbitragem do presidente dos EUA, Ulysses Grant, a Inglaterra
desiste das suas pretensões sobre Bolama e zonas adjacentes.
Em Maio de 1886, são delimitadas as fronteiras entre a Guiné Portuguesa e a
África Ocidental Francesa, passando a região de Casamança para o controlo da
França, por troca com a região de Quitafine (Cacine), no sul do país.
As populações
sempre insubmissas deram origem a várias campanhas militares, onde entre
vitórias e derrotas, se destacam os nomes de João Teixeira Pinto, e de Abdul
Indjai, seu auxiliar, o qual mais tarde se revolta vindo a ser preso.
Entre 1925 e 1940 dá-se o início da construção das infra-estruturas da Guiné
(estradas, pontes e alargamento da rede eléctrica), e o desenvolvimento da
actividade comercial, sendo de destacar a Casa Gouveia (Grupo CUF), que compra e
vende produtos em todo o território.
Em 9.12.1941 a capital muda de Bolama para Bissau, que era a “capital económica”
da Guiné.
Em 1963 inicia-se uma de guerrilha, dirigida pelo PAIGC sob a brilhante
liderança de Amílcar Cabral, a qual é inicialmente apoiada pelo bloco comunista,
e pelos países limítrofes, mas que consegue com o tempo um crescente apoio
internacional, isolando diplomaticamente Portugal.
Uma figura-se
destaca-se entre as forças portuguesas, o general Spinola, que assume as funções
de Comandante Militar e de Governador durante o período de 1968 a 1973, o facto
de considerar que as revoltas não são o resultado de uma conspiração comunista
internacional, mas de injustiças para com a população, e de levar para o terreno
acções de apoio às mesma, dá-lhe grande popularidade.
A 24 de Setembro de 1973, um PAIGC cada vez mais forte militarmente, face ao
fornecimento pela União Soviética de equipamento militar avançado, declara a sua
independência em Madina do Boé. Luís Cabral é eleito primeiro Presidente da
República.
Em Portugal dá-se a revolução do 25 de Abril de 1974, e os militares
portugueses, entregam a o poder ao PAIG, a 10 de Setembro desse ano.
A Guiné adopta o modelo comunista de governação, baseado na ditadura imposta
pelo partido-estado, o PAIGC.
A 14 de Novembro de
1980, o Presidente Luís Cabral é derrubado por um golpe de estado chefiado pelo
então primeiro-ministro Nino Vieira, separando a Guiné de Cabo Verde.
Em 1991 sob a direcção de Nino Vieira dá-se a abertura para a constituição de um
regime democrático, começando a surgir novos partidos políticos.
Em Junho de 1998, na sequência de uma sublevação militar comandada pelo
brigadeiro Ansumane Mané, o presidente Nino Vieira apela à intervenção do
Senegal e da Guiné-Conakry.
Em Maio de 1999, o brigadeiro Ansumane Manéa toma o poder, e Nino Vieira
refugia-se em Portugal. Após um breve período de transição, em Janeiro de 2000
dão-se novas eleições que conduzem Kumba Ialá à presidência da república, o qual
viria a ser deposto por um golpe militar em 2004.
Em 2004 decorrem novas eleições parlamentares que dão a vitória ao PAIGC.
Nino Vieira
regressado à Guine após 6 anos de exílio, concorre e ganha as eleições para
presidente da republica em Junho de 2005.
Publicado em 27/12/2006
Fotos e texto do furriel
Carlos Fortunato
Web site: http://leoesnegros.com.sapo.pt
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