Guiné - História
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1446 - 2007 História da Guiné

1446-2007

Resumo Histórico

1446

A descoberta da Guiné

1897

A batalha de Bambaiá-Giudu

1913

A conquista do Óio por Teixeira Pinto

1959

Pidjiguiti

1446 - 1963 Resumo Histórico

 

1446

 

   
  Caravela Latina com 2 velas (3)  

 

Após dobrarem o cabo Bojador em 1434 os portugueses iniciaram a exploração da costa africana.

 

Nuno Tristão (2)

Foto de nota da Guiné de 100 escudos

 

1969  Bissau - Estátua de Diogo Gomes (1)

 

Em 1446 Nuno Tristão chega à Guiné, ao subir um rio, é atacado e morto.

 

Em 1446 os navegadores Diogo Gomes e Cadamosto, iniciam a exploração dos grandes rios da Guiné (9) . No mesmo ano Álvaro Fernandes contacta com os Felupes.


Cacheu é a primeira povoação criada pelos portugueses.

 

1800

 

Em 1800 a Inglaterra começa a fazer sentir a sua influência na Guiné, iniciando a sua reivindicação pela tutela da ilha de Bolama, arquipélago dos Bijagós, Buba e todo o litoral em frente.
 

1834

 

É de destacar nesta época a figura do guineense Honório Barreto, provedor do Cacheu em 1834, o qual teve uma acção notável à frente do governo da Guiné.

 

1870

 

Em 1870, por arbitragem do presidente dos EUA, Ulysses Grant, a Inglaterra desiste das suas pretensões sobre Bolama e zonas adjacentes.
 

1886

 

Em Maio de 1886, são delimitadas as fronteiras entre a Guiné Portuguesa e a África Ocidental Francesa, passando a região de Casamança para o controlo da França, por troca com a região de Quitafine (Cacine), no sul do país.
 

As populações sempre insubmissas deram origem a várias campanhas militares, onde entre vitórias e derrotas, se destacam os nomes de João Teixeira Pinto, e de Abdul  Indjai, seu auxiliar, o qual mais tarde se revolta vindo a ser preso.

 

1925

 

Entre 1925 e 1940 dá-se o início da construção das infra-estruturas da Guiné (estradas, pontes e alargamento da rede eléctrica), e o desenvolvimento da actividade comercial, sendo de destacar a Casa Gouveia (Grupo CUF), que compra e vende produtos em todo o território.
 

1941

 

Em 9.12.1941 a capital muda de Bolama para Bissau, que era a “capital económica” da Guiné.

 

1950

 

Em 1950, dos 512.255 residentes só 8320 eram considerados civilizados (2273 brancos, 4568 mestiços, 1478 negros e 11 indianos) e destes, 3824 eram analfabetos (541 brancos, 2311 mestiços e 772 negros).

 

 

Amilcar Cabral

 

1956

 

O PAIGC nasceu a 19 de Setembro de 1956, durante uma reunião liderada por Amilcar Cabral, com a presença de Luís Cabral (irmão de Amilcar Cabral), Aristides Pereira, Júlio de Almeida, Fernando Fortes (todos cabo-verdianos) e Eliseu Turpin (guineeense).

 

Nesta data é formado o Partido Africano da Independência (PAI), o qual a partir de Outubro de 1960 passará a designar-se Partido Africano da Independência da Guiné, e Cabo Verde (PAIGC).

 

1959

 

Em 3 de Agosto 1959 dá-se a greve dos estivadores Cais Pidjiguiti, e a repressão dos tumultos pela policia, dá origem a vários mortos.

 

Após a greve dos estivadores Cais Pidjiguiti, a 3 de Agosto de 1959, e a violenta repressão dos tumultos pela policia, que dá origem a vários mortos, o partido opta por uma estratégia de luta de libertação nacional, a realizar mediante a mobilização dos camponeses. A direcção do partido muda-se para Conakry, na República da Guiné.

 

Em 1959, 3525 alunos frequentavam o ensino primário, 249 o Liceu Honório Barreto criado em 1958, e 1051 a Escola Industrial e Comercial de Bissau.
 

 

1960

 

Em 1960, Amílcar Cabral inicia a sua acção internacional, procurando apoios, e denunciando a política colonialista do estado português.

 

É de destacar o esforço de Amílcar Cabral, para encontrar uma solução pacifica para o problema, na qual a Guiné manterá uma forte ligação a Portugal, e que poderá passar por um presidente comum, mas não existe qualquer abertura do lado de Portugal.

 

A 14 de Dezembro de 1960, é aprovada pela Assembleia das Nações Unidas a Declaração, que anuncia o direito imediato dos povos colonizados à independência (resolução 1514, da  XV), para qual contribuiu decisivamente a entrada para as Nações Unidas de 17 Estados Africanos.

 

Após a aprovação da primeira resolução ainda com um caracter genérico, outras resoluções serão aprovadas visando directamente Portugal, uma delas logo no dia seguinte, a resolução 1542 (XV), a qual apesar de reconhecer que existem vários pontos de vista quanto ao estatuto que os territórios possuem, considera que os territórios sem governo próprio, possuem o direito a governar o seu destino, e reconhece o seu direito à independência, à associação com outro estado, ou à integração com outro estado.

 

Ao não permitir às populações pronunciarem-se de forma livre sobre o seu destino, Portugal perde a sua grande oportunidade de resolver o conflito emergente, e confere legitimidade e legalidade aos movimentos de libertação (7).

 

 

1963

 

Em 23 de Janeiro de 1963 o PAIGC inicia a luta armada com o ataque ao quartel de Tite, no Sul da Guiné, a partir de bases na Guiné - Conakry.

 

A luta da guerrilha, dirigida pelo PAIGC sob a brilhante liderança de Amílcar Cabral, é inicialmente apoiada pelo bloco comunista, mas a sua acção politica no junto da comunidade internacional, é igualmente importante pois dela  irá resultar o apoio de outros países, nomeadamente dos países limítrofes, e ao mesmo tempo um crescente isolando diplomaticamente Portugal.

 

Em Julho é aberta pelo PAIGC a chamada Frente Norte.

 

1964

 

De 13 a 17 de Fevereiro de 1964, o PAIGC realiza o I Congresso em Cassacá, no Sul da Guiné. O evento foi, inicialmente, convocado como Conferência de Quadros, mas dada a importância das decisões nele tomadas, transformou-se em Congresso, sendo o primeiro do PAIGC.

 

Nino Vieira e Amilcar Cabral

 

Enquanto decorre o I Congresso, na ilha do Como decorre a primeiras das mais duras batalhas, a qual dura 71 dias,  de 14 Janeiro a 24 de Março de 1964, é a chamada batalha do Como (Operação Tridente), tendo por objectivo reocupar a ilha que tinha sido ocupada pelo PAIGC, dada a ausência de efectivos militares.

 

São envolvidos na operação cerca de 1.100 homens de infantaria, a Fragata Nuno Tristão, 4 Lanchas de Fiscalização, 4 Lanchas de Desembarque Pequenas, 2 Lanchas de Desembarque Médio, e vários aviões para o apoio aéreo.

 

A guerrilha possui cerca de 300 combatentes, são comandados por Nino Vieira, mítico comandante do PAIGC.

 

Após duro combate, são destruídas as bases do PAIGC na ilha, obrigando a guerrilha a esconder-se na mata ou a fugir, o mesmo acontece com a população, sendo ai instalada uma companhia (em Cachil).

 

As forças portuguesas tiveram 8 baixas, e a guerrilha 76 baixas confirmadas.

 

Foi abatido pela guerrilha um avião T6.

 

Após a retirada das forças envolvidas na operação, a população regressa, e o  PAIGC volta a dominar a ilha, não tendo a companhia ai sedeada impedido essa acção. 

 

Em 1 de Julho o general Arnaldo Schulz, antigo ministro do interior, é nomeado Governador e Comandante - Chefe da Guiné.

 

Em Novembro de 1964, aberta a chamada Frente Leste.

 

Em 29 de Novembro é desencadeado um ataque de grande envergadura a Guilege, na sequência de vários ataques, o qual tem a duração de 2 horas, onde são utilizadas as novas armas que o PAIGC tem vindo a receber (morteiros 60 mm, metralhadoras Degtyarev RPD, espingardas automáticas Kalashicov e semi-automáticas Simonov). Esta acção originou vários mortos de ambos os lados. Importa ainda salientar a actividade de minagem realizada nesta zona, que entre outros originou a morte de 8 comandos, próximo de Madina de Boé, quando estes seguiam numa viatura.

 

1966

 

A capacidade demonstrada pelos dirigentes do PAIGC, nomeadamente Amilcar Cabral, é decisiva para o crescente número de países que apoiam o PAIGC.

 

Em 1966, Amilcar Cabral destaca-se pelo teor da sua intervenção na Conferência Tricontinental, realizada em Havana

 

 

1969 - António Spínola (6)

 

1968

 

Em 1968, o PAIGC atinge a sua máxima expansão militar, mas enfrenta um novo adversário, o novo governador e comandante chefe, António de Spinola, o qual tem uma visão diferente da guerra e subordina a estratégia militar ao desenvolvimento económico e social, o que coloca em causa a acção do PAIGC.

 

O general Spínola é a figura que mais se destaca nas forças militares portuguesas.

 

O facto de Spínola considerar que as revoltas não são o resultado de uma conspiração comunista internacional, mas de injustiças para com a população, e de levar para o terreno acções de apoio às mesma, dá-lhe grande popularidade.

 

O PAIGC é profundamente abalado por esta politica de Spínola.

 

Em 19 de Fevereiro de 1968, o PAIGC efectua um ataque ao aeroporto de Bissalanca.

 

1969

 

Amilcar Cabral volta a revelar-se novamente o factor decisivo para o PAIGC, ao conseguir no plano diplomático, importante vitórias em 1969, como o apoio da União Soviética, com novo e sofisticado equipamento militar e apoio financeiro da Suécia.
 

Graças a este apoio o PAIGC, volta a ter condições para fazer frente à política do general Spinola.

 

A força do PAIGC não parará de crescer, e os aquartelamentos junto à fronteira, ficam debaixo de forte pressão militar.

 

Em 6 de Fevereiro de 1969, é feita a retirada de Madina de Boé. Madina estava localizada junto à fronteira sul, isolada, era constante alvo de bombardeamentos.

 

Morreram 47 soldados nesta retirada quando uma das jangada que fazia a travessia do Rio Corubal se virou, devido a excesso de pessoal na mesma.

 

Em 3 de Novembro de 1969 dá-se o primeiro ataque com foguetões de 122mm (mísseis terra terra  Katyusha), a Bolama. O ataque é dirigido contra a CCaç 13 e CCaç 14, companhias de soldados africanos, enquadradas por sargentos, oficiais e especialistas portugueses, que embarcavam no porto daquela cidade.

 

A 16 de Novembro dá-se Início da Operação "Jove", no Sul da Guiné, no chamado "corredor" de Guilege, por forças pára-quedistas, na sequência da qual será preso no dia 19 o capitão cubano Pedro Peralta.

 

1970

 

Em 1 de Julho de 1970 o papa Paulo VI recebe Amílcar Cabral, Agostinho Neto e Marcelino dos Santos, por ocasião da realização em Roma de uma Conferência Internacional de Solidariedade com os Povos das Colónias Portuguesas.

 

A 27 de Julho de 1970, morre o 1º ministro Oliveira Salazar, e surge uma esperança, de que possa ser encontrada uma solução política, pelo seu sucessor Marcelo Caetano, apesar de mais alguma abertura inicial, na prática fica tudo na mesma.

 

Em 22 de Novembro de 1970  dá-se a "invasão" da Republica da Guiné, com uma tentativa de golpe de estado em Conakry (Operação Mar Verde).

 

A operação é realizada pelas companhias africanas de comandos e de fuzileiros, com o apoio de elementos da FNLG, treinados pelas NT, os quais deveriam assumir o poder.

 

As lanchas inimigas foram destruídas no porto e os prisioneiros portugueses libertados,  no entanto os Migs não são destruídos, o presidente da Republica da Guiné, Sekou Touré, não é eliminado, nem os dirigentes do PAIGC, assim como também não é tomada a rádio.

 

Um tenente deserta e arrasta consigo 20 homens, todos eles serão enforcados. Portugal nega qualquer envolvimento.

 

Em consequência destes acontecimentos, a Republica da Guiné, recebe apoio de outros países, nomeadamente com meios aéreos, que violam o espaço aéreo da Guiné.

 

1971

 

Em Dezembro de 1971 dá-se a Operação "Safira Solitária", a qual é desencadeada sobre o Morés, gerando violentos confrontos, pois a guerrilha defende posições no terreno, o PAIGC acaba por sofrer bastantes baixas, sendo capturado armamento, no entanto o seu dispositivo militar não é desarticulado, acabando as forças portuguesas foi retirar, com vários feridos e mortos.

 

1972

 

Em 1972 dão-se encontros entre Spínola e Senghor, para Senghor ser mediador de uma solução política para a Guiné, junto do PAIGC, estes contactos apesar de terem sido aprovados por Marcelo Caetano, seriam posteriormente inviabilizados pelo mesmo, que prefere uma derrota militar a uma derrota política. 

 

1973

 

O crescente poderio militar, e o domínio de algumas zonas, permite ao PAIGC planear a preparação de uma declaração de independência, e a constituição de um governo, contudo a partir deste momento, o PAIGC irá começar a travar as suas batalhas internas pelo poder.

 

O projecto de De Amílcar Cabral de unir a Guiné e Cabo Verde, começa a ser contestado, os cabo-verdianos surgem aos olhos de alguns guineenses como usurpadores de um poder que não lhes pertence.

 

Na noite de 20 de Janeiro 1973, uma complexa organização e um vasto grupo de conspiradores do próprio partido assassinam Amílcar Cabral.

 

O desaparecimento de Amilcar Cabral, levará ao poder uma linha mais radical, que defende o endurecimento da luta do PAIGC.

 

A 25 Março de 1973 é abatido o 1º FIAT sobre Guileje, com um míssil Strella,  e o Ten. Pessoa ejecta-se sendo recuperado. O domínio aéreo está comprometido.

 

A 28 Março de 1973 é abatido o 2º FIAT sobre Madina, e morre o Ten. Coronel Almeida Brito.

 

A chegada dos mísseis terra ar Strella, que permite a abater eficazmente os aviões, eleva o moral das forças militares do PAIGC.

 

O PAIGC altera a sua estratégia militar, dando mais mobilidade as suas forças, o que lhe permite fazer grandes concentrações contra aquartelamentos escolhidos.

 

O PAIGC planeia a operação "Amilcar Cabral", a qual  tem por objectivo cercar Guidage (aquartelamento a norte, junto à fronteira), e cercar Guileje (aquartelamento a sul junto à fronteira), e coloca-los debaixo de intenso fogo, a fim de conquistar esse terreno. 

 

A 18 Maio o PAIGC desencadeia a operação "Amilcar Cabral", e em resultado desta a 22 de Maio de 1973, Guileje é abandonada, por ordem do seu comandante o major Alexandre Coutinho e Lima, o qual decide bater em retirada para Gadamael, dado não ter recebido reforços, mas como tinha ordens em contrário, é preso à chegada a esse aquartelamento.

 

No âmbito desta operação Guidage, sofre igualmente forte pressão, mas o envio de reforços, e um ataque à base do PAIGC no Senegal destruindo o material de guerra ai existente, faz aliviar a pressão.

 

Aristides Pereira

 

De 18 a 22 de Julho de 1973, II Congresso do PAIGC, com eleição de Aristides Pereira como secretário-geral.

 

A 6 de Agosto de 1973 Spínola deixa a Guiné, e é substituído a 21de Setembro de 1973, em conflito com o governo português, pois considera que a solução militar está esgotada, e que a solução politica para o conflito tem que ser implementada.

 

O General Bettencourt Rodrigues toma posse, tem opinião contrária à de Spínola, considera a guerra ganha em Angola, e que o dispositivo militar na Guiné, poderá agora ser reforçado com mais meios, os quais nunca virão.

 

A 24 de Setembro de 1973 o PAIGC proclama a independência em Madina do Boé ,  e a criação da República da Guiné-Bissau, sendo de imediato reconhecida por 47 países africanos e de regime socialista, em Novembro será igualmente reconhecida pela ONU.

 

Luís Cabral é eleito primeiro Presidente da República.

 

1974

 

A 22 Fevereiro de 1974, António Spínola publica o livro Portugal e o Futuro, a ideia dominante é que não existe da parte do estado português uma solução para a guerra, apenas se morre hoje, para se poder morrer amanhã.

 

Viatura blindada BTR-152 (soviética), equipada com metralhadora  (5)

 

A 31 de Março, dá-se um violento ataque do PAIGC à guarnição militar portuguesa de Bedanda, com utilização de viaturas blindadas BTR-152. Além destas viaturas é sabido que o PAIGC, possui igualmente tanques soviéticos T-34.

 

Outro armamento sofisticado como aviões MIG e blindados, que se encontram a caminho da Guiné Conakry, para serem entregues ao PAIGC, permitirá a este, passar das acções de flagelação dos aquartelamentos, para a de conquista pois estes não possuem meios antiaéreos, mas tal não se chega contudo a concretizar, pois a independência é concedida antes.

 

A 25 de Abril de 1974, uma revolução liderada por capitães, derruba a ditadura em Portugal, e institui um regime democrático, o qual inicia o processo de concessão da independência aos territórios ultramarinos.

 

Em 16 e 17 de Maio de 1974, encontro de Aristides Pereira com Mário Soares em Dakar, no qual é assinado um cessar fogo de facto, embora já houvesse um cessar fogo tácito.

 

De 25 a 31 de Maio, conversações de Londres entre o PAIGC e Portugal, mas com poucos resultados.

 

Em 9 de Agosto, conversações de Argel.

 

Em 26 de Agosto, assinatura do Acordo de Argel.

 

Em 10 de Setembro, Portugal reconhece a independência da República da Guiné Bissau.

 

A Guiné adopta o modelo comunista de governação, baseado na ditadura imposta pelo partido-estado, o PAIGC.
 

 

1980 - Nino Vieira (7)

 

1980

 

A 14 de Novembro de 1980, o Presidente Luís Cabral é derrubado por um golpe de estado chefiado pelo então primeiro-ministro Nino Vieira, separando a Guiné de Cabo Verde.

 

Nino Vieira acusa Luís Cabral de conduzir perseguições e massacres. Opositores e ex-soldados africanos que combateram ao lado de Portugal, são algumas das vitimas desses massacres.

 

1991


Em 1991 sob a direcção de Nino Vieira dá-se a abertura para a constituição de um regime democrático, começando a surgir novos partidos políticos.
 

1998


Em Junho de 1998, na sequência de uma sublevação militar comandada pelo brigadeiro Ansumane Mané, o presidente Nino Vieira apela à intervenção do Senegal e da Guiné-Conakry, que enviam tropas em seu socorro, nomeadamente o Senegal.


 


1999 - Ansumane Mané

 

1999

 

Em Maio de 1999, o brigadeiro Ansumane Manéa toma o poder, e Nino Vieira refugia-se em Portugal.

 

2000

 

Após um breve período de transição, em Janeiro de 2000 dão-se novas eleições que conduzem Kumba Ialá à presidência da república.

 

Ansumane Mané é abatido a tiro a 30 de Novembro de 2000 por Forças Armadas fiéis a Kumba Ialá.

 

2003

 

Kumba Ialá, é deposto a 14 de Setembro de 2004, por um golpe militar liderado pelo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, general Veríssimo Correia Seabra, à frente de um Comité Militar para a Restauração da Ordem Constitucional e Democrática.

 

2004

 

Em 28 de Março 2004 decorrem novas eleições parlamentares que dão a vitória ao PAIGC, Carlos Gomes Júnior, é nomeado Primeiro Ministro.

 

O general Veríssimo Correia Seabra, é morto por um grupo de revoltosos a 6 de Outubro de 2004. Tagmé Na Waie é nomeado Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.

 

2005

 

Nino Vieira regressado à Guine após 6 anos de exílio, concorre e ganha as eleições para presidente da republica em Junho de 2005, demite o primeiro ministro e cria um novo governo.
 

 


 

Publicado em 27/12/2006 Carlos Fortunato, revisto em 01/08/2007

 

(1) - Fotos  de Carlos Fortunato

(2) - Fonte:

(3) - Fonte: http://museu.marinha.pt

(4) - Fonte:

(5) - Fonte:  http://legion.wplus.net/guide/army/ta/btr152.shtml

(6) - Fonte: Livro "Spínola", editora Tema e Debates

(7) - Fonte: http://dn.sapo.pt/2005/04/09/internacional/o_papel_perdeu_a_canoa_sua_etnia.html

 

(8) Caso queira aceder a estes documentos, pode faze-lo através da Nações Unidas em:

http://www.un.org/Depts/dpi/decolonization/declaration.htm

 

(9) Interessante a descrição e comentários de Cadamosto sobre a Guiné, neste artigo:

http://www.uesb.br/politeia/v2/artigo_06.pdf

 


 

Bibliografia consultada para elaboração deste site:

  • livro "Guerra Colonial" de Aniceto Afonso e Carlos de Matos Gomes

  • livro "Operação Mar Verde - Um documento para a história" de Luís Marinho

  • livro "Manga de ronco no chão", José Manuel Pintassilgo

  • livro "Guiné Sempre", Coronel Piçarra Mourão

  • livro "Trabalhos e Dias de Um Soldado do Império", Carlos de Azeredo

  • livro "Os Últimos Guerreiros do Império", vários autores, Edições Erasmos

  • livro "Uma luta, um partido, dois países", de Aristides Pereira

  • livro "Guerra na Guiné" do coronel Hélio Felgas

  • livro "A PIDE/DGS na Guerra Colinial 1961-1974", Dalila Cabrita Mateus

  • livro "A Força Aérea na Guerra em África", Luís Alves de Fraga

  • livro "Guiné 1968 e 1973 - Soldados uma vez, sempre soldados!", Nuno Mira Vaz

  • livro «Batalhas e Combates da Marinha Portuguesa» (Vol.VIII) de Saturnino Monteiro

  • livro " De Conakry ao MDLP (1976)" de Alpoim Calvão

  • livro "Guiné - Pequena Monografia", Agência Geral do Ultramar

  • livro "História da Guiné, Portugueses e Africanos na Senegâmbia, 1841-1936), René Pélissier, Editorial Estampa, 2001

  • livro "Batalhas da História de Portugal - Guerra de África Guiné", vários autores, QN - Edição e Conteúdos, SA

  • livro " O Pano Artesanal na Republica da Guiné-Bissau", Isabel Borges Pereira Mesquitela

  • livro "Objectos Africanos", Laure Meyer

  • livro "Na presença dos Espíritos", Museu Nacional de Etnologia

  • livro "Guinéus", Alexandre Barbosa

  • livros da "Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura"

 


 

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